Aqui vai a indicação deste livro que, acredito, dialoga diretamente com nossa vivência atual. Seja por correspondência com a nossa vida pessoal e afetiva, ou com a reflexão que vem da prática profissional, não é difícil identificar-se com o trabalho desse sociólogo que criou o conceito de “modernidade líquida”, marcada pela aglomeração nas grandes cidades e a instabilidade geral dos padrões, valores humanos e perspectivas de vida. Ele investiga como um mundo repleto de sinais confusos e rapidamente mutáveis parece fatal para nossa capacidade de amar, seja esse amor direcionado ao próximo, ao parceiro ou a nós mesmos. Analisa como nossas relações tornam-se cada vez mais flexíveis e fluidas, mais semelhantes a redes de contato virtuais “on-off” que geram níveis de insegurança e solidão cada vez maiores, nos distanciando dos vínculos duradouros. Enfim, são boas reflexões que vêm de encontro às angústias existenciais indefinidas e mutáveis que vivenciamos em nossos consultórios e mentes, e podem ser exemplificadas numa frase que vi pelos muros da cidade: “Mais amor, por favor”.
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