4.5.10

Harder, faster, better, stronger

Sei que é assunto batido e repetido em muitas rodas de conversa, mas está cada vez mais difícil (ou mais livremente censurável) ter atitudes ou comportamentos prazerosos que não sejam saudáveis ou produtivos materialmente. Não pretendo entrar no mérito da nocividade dos comportamentos - porque isso seria politicamente correto e não se trata da intenção aqui - e é importante diferenciarmos a ampliação do conhecimento sobre a vida do posterior uso que a sociedade faz destes mesmos conhecimentos. Às vezes parece que fumar um cigarro, não desejar ardentemente bater a cota de vendas do mês, não malhar, comer McDonald´s com sorvete de lambuja, tomar sol sem protetor, etc, têm se tornado verdadeiros pecados sujeitos à queima no mármore do inferno social. O real tem perdido lugar para o ideal, enquanto as vivências de prazer e espontaneidade são logo submetidas à categorização restritiva e utilitária. Parece que a gente agora é como máquina: tem que ser melhor, mais rápido, mais saudável, mais bem-sucedido, mais magro... e o mais feliz, será que vem junto?

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